domingo, 26 de agosto de 2012

Congresso de distrito 2012





          “O congresso desse ano foi o melhor de todos!”Isso é o que sempre falamos depois que cada congresso de distrito acaba. Acontece que isso é verdade, o congresso sempre vai parecer o melhor porque é apropriado ao momento, o tema sempre é aquele que precisamos ouvir. Esse ano não foi diferente, o congresso foi maravilhoso!

‘Proteja seu coração!’, esse foi o tema desse ano. A cada dia que se passa a importância de proteger o ‘coração’ contra influências prejudiciais é maior. As pressões são muitas e sem perceber nosso ‘coração’ pode se dividir. Também recebemos instruções importantes sobre como preparar o ‘coração’ para o estudo da bíblia. Como sempre as entrevistas e demonstrações foram emocionantes e fortalecedoras. E no domingo o drama, sempre muito esperado, foi bem direto em um assunto que é preocupante, namorar e se casar precipitadamente.


Os lançamentos foram excelentes, em especial o novo desenho infantil. Foi emocionante ver a Manu prestando a atenção ao cântico cantado por crianças. As brochuras e o DVD baseado na fuga dos cristãos de Jerusalém também são ótimos!

Foi muito bom estarmos os três dias juntos, em família, recebendo instrução espiritual. Nem sabíamos ainda, mas a Jéssica já estava grávida! A família estava realmente completa. A Manu ficou bem quietinha, nem deu trabalho. Eu consegui pegar uma folga no trabalho e estive presente os três dias. Tudo deu certo!

Agora já estamos nos preparando para a Assembleia Especial. É realmente muito importante estar presente a essas ocasiões especiais, é um alívio desse sistema, é quase como já estar no paraíso!

sábado, 4 de agosto de 2012

Ora, veja só!!!

Um neném dentro de mim!!!

Pois é, essa foi a minha reação ao ultrasson que fiz no dia 03/08/2012. Foi um susto emocionante...
Não é que eu não desconfiava, já estava com quase certeza de que estava grávida. Só não imaginava já poder ver um nenem pequenino se mechendo, com seus minusculos bracinhos e perninhas e já poder escutar o coraçãozinho bater bem forte... Depois do médico fazer todas as anotações e medições, ele informou que eu estava com 10 semanas de gestação. E que pra minha tranquilidade estava tudo bem com o bebê.
Eu fiquei um pouco assustada pois convertendo para meses, dá 2 meses e meio, e eu não fiz acompanhamento nenhum, mas como no ultrasson mostrou que está tudo bem, fiquei mais tranquila. Já marquei consulta com minha médica. Irei fazer tudo certinho, pois me preocupo com o bem estar dessa vidinha dentro de mim.
Foi muito emocionante contar para todos, quase fiquei surda com a gritaria, kkkk... Até minha princesinha gostou bastante da idéia. Pediu para levantar a blusa para ela poder ver o bebê, foi só risadas... Hoje, ela me disse que quando o bebê nascer ela vai emprestar seus brinquedos para ele, e que ele vai amar ela. Tão pequena, e tão amorosa... Sempre que posso, explico sobre o bebê, incluo ele nos planos futuros, assim quando ele(a) nascer, já será bem amado por todos.
Os nomes que temos até agora são: Valentina e Bernardo.
Nem todos gostaram, mas também não conseguiram me convencer do contrário por enquanto.
Estamos D + de felizes com essa grande notícia, agora é curtir e me cuidar bastante pra que de tudo certo!!!

Bjssssssssssssssssssssssssssssssss


Jéssica

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

O Livro do Fim do Mundo

Descobri um projeto bem legal, O Livro do Fim do Mundo. A ideia é a seguinte: se você descobrisse que o mundo iria acabar em uma hora, o que faria? Era só mandar um texto com 20 mil caracteres, sem revelar a causa do fim do mundo, contando o que faria nessa uma hora que precederia o fim. Os melhores textos form selecionados para um livro impresso. Eu mandei um texto, mas infelizmente não foi selecionado para o livro. A seleção já acabou, mas ainda é possível ler todas as estórias que foram mandadas, é só clicar aqui. Segue o texto que mandei, leiam e comentem:


 A Culpa


Ele não assistia muito à TV. O aparelho de som só era usado para tocar seus discos favoritos. Era uma pessoa desligada da realidade, um recluso, um eremita moderno. No prédio onde morava, não havia ninguém que pudesse chamar de amigo. Na verdade, no prédio onde morava poucos sabiam seu nome.
Quando a fatídica notícia foi dada ele estava lendo, e permaneceu lendo por mais algum tempo depois que a histeria se estabeleceu. O que conseguiu o distrair da leitura, foram os gritos que vinham de vários apartamentos e os passos na escada que subiam e desciam rapidamente. A primeira coisa em que pensou foi que alguma dessas malditas festas popularescas havia chegado. Decidido a continuar lendo, ele ligou o ar-condicionado e fechou as janelas. Colocou também protetores nos ouvidos e fechou as cortinas. Pronto,estava novamente em paz. Leu mais alguns capítulos de seu livro, até que a fome lhe tirou a atenção novamente. Andou pelo apartamento sentindo a sensação de viver ausente de tudo, essa sensação sempre lhe agradava, ele se sentia superior, se imaginava rei em um reino sem súditos. Seu apartamento era sua fortaleza, e desde que não saísse de lá, nada o afetaria.
Na cozinha, enquanto preparava um lanche, ele olhava o céu nublado. As nuvens carregadas ainda deixavam a luz do sol passar. A luz pálida que invadia a cozinha foi rapidamente cortada por um vulto, e quando ele se aproximou da janela para ver o que era, mais três vultos cortaram o ar em direção ao solo. Pela janela ele viu uma bela família, pai, mãe, dois filhos, estatelados no pátio. Viu também pessoas correndo e gritando desesperadas, sem se importar com a cena triste da família. As pessoas nos carros estavam tentando sair do prédio todas ao mesmo tempo, havia muita confusão, buzinas e até brigas entre os vizinhos. Na rua ele viu mais pessoas agindo como doidas, e então tirando o protetor dos ouvidos, ele percebeu que havia algo muito sério acontecendo naquele momento.
Na TV ele viu as cenas do seu prédio se repetindo em todo o mundo, viu pessoas correndo sem saber pra onde, pessoas pulando de prédios, chorando, brigando, se abraçando. Era um espetáculo difícil de assistir, até para ele. E então, enquanto as imagens chocantes continuavam a passar, ele foi informado de tudo pelo repórter. A princípio duvidou, mas ao analisar as evidências dadas na TV, viu que de fato tudo acabaria em poucos minutos. Sentiu-se aliviado, provavelmente feliz.
Se algum vizinho ainda estivesse no prédio, teria visto uma cena inusitada. O recluso morador do terceiro andar estava descendo as escadas vestindo um elegante terno e com uma calma contagiante. A leveza e serenidade de seus passos poderiam até mesmo tranquilizar aquelas pessoas que logo iriam morrer. Mas ninguém o viu. Ele saiu do prédio com dificuldade, pois a situação era caótica na portaria, mas sem perder a calma, e assim continuou andando pelas ruas alheio a toda a confusão ao seu redor. Já não estava mais refugiado em sua fortaleza, mas agora isso pouco importava, ele não temia mais enfrentar o mundo, pois esse já estava acabando.
Caminhou até a praia, sentou-se na areia e pensou em todas as vezes que queria ter feito isso antes. Ele tirou os sapatos e enfiou os pés, cansados do piso do apartamento, na areia depois de tantos anos se escondendo. O relógio indicava apenas mais alguns minutos. Algumas pessoas apenas entravam no mar, outras subiam em pranchas e tentavam chegar o mais longe possível da praia, mas ele continuava ali sentado na areia. E então, em seu último minuto de vida, enquanto ele via tudo acontecendo à sua volta, finalmente ele conseguiu se perdoar.


 Daniel.